História

Para cima História Actividades Os Alunos Projecto Trabalhos

O CONCELHO DA MOITA

 Localização Geográfica

        O concelho da Moita ocupa uma área de cerca de 55Km2, na qual se incluem 1100 hectares do domínio público marítimo e uma vasta frente ribeirinha com mais de 20Km de extensão. É marginado a norte pelo Rio Tejo e limitado administrativamente pelos concelhos do Montijo, Palmela e Barreiro. Encontra-se dividido em seis freguesias: Moita, Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Sarilhos Pequenos e Gaio - Rosário.

        A vila da Moita fica situada num esteiro do Rio Tejo. O rio marcou profundamente a vida da população desta localidade e foi durante muitos anos, até à construção da ponte 25 de Abril, o meio de comunicação mais fácil para o transporte de produtos agrícolas da região para a capital.

        Os seus habitantes eram simultaneamente agricultores e pescadores. O rio era o seu meio de subsistência e a via fluvial o único meio de combater o isolamento em relação aos grandes centros urbanos.

        O progresso da rede viária veio modificar os hábitos da população ribeirinha desta vila. No entanto, verificam-se ainda dificuldades a nível das acessibilidades, pois os transportes públicos são escassos.

Caracterização Histórica

 Perfil Económico

         O Concelho da Moita situa-se na margem sul do Estuário do Tejo e, pelos registos que existem, teve a sua origem na povoação de Alhos Vedros, que nos séculos XII / XIII já fazia parte da antiga Comarca de Setúbal..

        Foram as actividades ligadas ao rio que estiveram na origem dos primitivos núcleos ribeirinhos que se fixaram no território que forma hoje este concelho.

        A partir do século XIII, as pessoas desta região dedicaram-se à recolha de lenha, à extracção de sal, à agricultura, ao fabrico de cal e vidro, à moagem de cereais em moinhos de maré e de vento, sobretudo, à construção naval e ao transporte de produtos e pessoas entre esta margem e a cidade de Lisboa. Para responder a estas necessidades construíram-se barcos de diferentes características e vários tamanhos, dos quais se destacam os botes, as faluas, os varinos e as fragatas.

        Com a construção do Caminho de Ferro nesta região, no final do século XIX, início do século XX, que veio ligar esta zona ao Alentejo, instalam-se neste concelho, sobretudo em Alhos Vedros, indústrias corticeiras e no Barreiro uma indústria química de grandes dimensões; conduzindo a um declínio da actividade económica tradicional, que até essa data se mantivera próspera, ao mesmo tempo que atraía para a região novos habitantes.

        Actualmente, a indústria corticeira e as fábricas de confecções, que posteriormente se instalaram, concentram alguns dos postos de trabalho existentes no concelho, registando-se um declínio neste sector, ao mesmo tempo que se foram formando grandes áreas residenciais, de forte densidade. A população residente é de cerca de 75000 habitantes, deslocando-se a maior parte da população activa para os concelhos limítrofes e margem norte do Tejo.

        A zona em que as escolas estão inseridas tem mantido alguns traços de ruralidade, apresentando também algumas características de meio suburbano, onde predominam as pequenas explorações agrícolas e agro-pecuárias.

 

         Culturalmente as gentes dos Brejos têm as suas origens nos “caramelos” – trabalhadores rurais oriundos da região do Caramulo (Beira Litoral).

        Os primeiros “caramelos” eram trabalhadores sazonais e como tal eram chamados “caramelos de ir e vir”. Mais tarde fixaram-se na zona e passaram a ser conhecidos como “caramelos de ficar”.

        Os “caramelos” eram devotos de Santa Conicha ou Santa Conga e de Santo Carário ou Eucarário, mas devido ao facto de as populações vizinhas de Alhos Vedros e Moita troçarem dos nomes dos seus santos, acabaram por adoptar como sua padroeira Nossa Senhora da Atalainha, por causa de sua grande devoção a Nossa Senhora da Atalaia (Montijo).

 

Caracterização Económica e Social 

Sectores

1981

1991

Primário

748

460

Secundário

10962

10505

Terciário

7722

13762

TOTAL

19432

24727

 

        A diminuição do sector primário deve-se ao facto de Ter havido uma grande transferência de população activa dos campos para a indústria, que se concentrou nos concelhos limítrofes de Palmela e Barreiro e no concelho de Setúbal.

        A industrialização destas zonas iniciou-se nos anos quarenta, tendo o seu apogeu nas décadas de setenta e oitenta devido ao aumento da indústria naval.

        Com a década de noventa e consequente aumento do sector público, desenvolve-se o sector terciário.

        As expectativas geradas pelo anúncio de grandes projectos como o Aeroporto de Rio Frio e a Ponte Vasco da Gama, implicaram uma valorização enorme dos terrenos, dando origem a grandes opções fundiárias por parte das empresas imobiliárias.

        A crise económica dos finais dos anos oitenta e início dos anos noventa provocou uma transformação em alguns sectores industriais, com a queda da indústria naval, da transformação da cortiça e aparecimento de novas fábricas de indústria têxtil e aumento da construção civil.

        Actualmente a população dos Brejos é maioritariamente constituída por pessoas de meia idade, com baixo nível de escolaridade, que se dedicam principalmente à agricultura de subsistência e abastecimento dos mercados vizinhos.